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sexta-feira, 25 de abril de 2008

ÍDOLOS

Hoje o assunto é "Ídolos"!
Eu disse "é" e não "são", por uma boa razão.
Não falarei hoje sobre super heróis ou avatares.
Sobre celebridades? É... Pode ser, rsssss.

Esparramada no sofá, decidi fazer aquela busca básica por algo bem bobo na T.V., algo em que não precisasse pensar e talvez nem mesmo assistir.
Encontro então uma "pérola" (rsssss), o programa "Ídolos"!

Para quem não conhece, é uma espécie de Reality Show que busca descobrir um novo "ídolo" na música.
O divertido é que aparentemente a pré-seleção e realizada durante o programa.
Os candidatos à "ídolo" formam filas gigantescas em frente à emissora aguardando o momento de demonstrarem seu talento, ou seu "tá lento", para uma banca de jurados que decidirá quem pode prosseguir para uma segunda fase do programa, que eliminará progressivamente os pretensos cantores.

Deixando o politicamente correto de lado um pouco, é muito engraçado!
Os cantores e cantoras de chuveiro, karaokê e o que mais imaginar dão um verdadeiro show de coragem, cara-de-pau, persistência e humor.
De vez em quando até aparece alguém com talento, mas nesta fase acaba prevalecendo o cômico.
Terminei de ver o programa mais leve depois de rir tanto, pronta para uma noite de descanso mais suave...

No dia seguinte comecei a re-lembrar as tantas bizarrices que assisti.
Fiquei pensando sobre que leva uma pessoa a sujeitar-se há horas numa fila (chegam a passar a madrugada aguardando sua vez), para então estarem expostos na sua maioria a uma banca que vai expor ainda mais seu ridículo.
Esperança de fazer sucesso?
Vontade de aparecer na TV?
A bagunça com os outros candidatos antes das câmeras?
Conhecer gente famosa? (Os jurados??)
Ouvir conselhos honestos de profissionais para se aprimorar na carreira artística? (Ou quem sabe desistir de vez dela...).
Conhecer um namorado(a) entre os outros candidatos?
Sair da rotina?
Antes disso eu nem sabia que poderia haver tantas motivações, e certamente poderíamos discorrer sobre muitas outras mais.
Comecei o texto pensando em fazer uma crítica, mas como criticar as nossas carências?
Enquanto o eu inferior satiriza, Mestra Brisa humaniza.
No fundo, todo mundo quer ser notado, todo mundo quer ser amado.
Por isso tanta fantasia em torno da mídia.
No fim, percebo que até eu estava buscando algo quando encontrei "Ídolos".
Buscava aliviar o cansaço de um dia exaustivo de trabalho.
E consegui.
Não vou me recriminar pelas risadas, pelo deboche.
Não há porque sentir culpa.
De certa forma, o programa como um todo estava em busca de audiência, de pessoas que alguma forma, fosse como fosse, voltassem um pouco de seu tempo e atenção para aquelas tantas tentativas e buscas.
Agora do riso, da pena, da compaixão, sinto a compreensão.
E desejo, com todo o Amor, que todas as pessoas encontrem o que procuram, assim como eu encontrei.

Sucesso, paz, compreensão e muito amor,
Mestra Brisa

terça-feira, 22 de abril de 2008

RECEITA DE BOLO


Hoje comecei o dia como auto-expectadora.
Em meio ao trânsito, me analisava enquanto ser humano.
O desejo de ser amada, admirada, a busca constante pela diferenciação.
Percebi que estes sentimentos e buscas são algo comum nesta experiência.
Pelos desejos de ser especial e diferente me torno na realidade mais e mais comum.

Mesmo os depressivos... Aqueles que parecem não desejar mais nada...
Estão apenas vivendo um momento de cansaço, pois como dizem os Titãs:
"(...)Todo mundo quer amor. Todo mundo quer amor de verdade (...)".

Nesta busca vamos adquirindo aspectos da dualidade que nos atraem e convém.

Como em uma receita de bolo intuitiva e holística vamos acrescentando e subtraindo ingredientes: um pouco de tolerância aqui, duas porções de sarcasmo lá, mais um pouquinho de agressividade para dar liga, e por aí vai...
Passamos os dias a busca de novos ingredientes em nossas conversas, relações, pesquisas, assistindo programas na T.V., vendo filmes, buscando entender o mundo, mas, sobretudo buscando nos entender e nos fazer especiais.

A busca dos ingredientes vai da massa do bolo (seu interior), á cobertura (seu exterior).

E aí vamos buscando a diferenciação que chamará a atenção ao nosso bolo em uma primeira impressão.

Uma blusa nova, um carro novo, duas porções de silicone, uma escova definitiva, dentes brancos, hálito puro, um lindo sorriso como cartão de visitas...
Um tênis que me identifique como fã de rock, uma gravata para dar vida à fantasia de executivo, um perfume que deixe marcas na memória, uma lingerie que deixe espaço às fantasias...
E mesmo que não percebamos vamos nos escondendo num mar de rótulos, em nossa tentativa de exteriorizar nossa personalidade.

Mesmo tentando fugir do consumismo, nos vemos vestindo nossas ideologias.
Uma sacola de pano para substituir as de plástico, sou pelo reciclável.
O adesivo do Che e sou pelo Comunismo.
Uma bíblia sob o braço e sou Evangélico.
Isso se você não precisar usar uniforme ou crachá...

Mesmo que alguém se declare eremita ou desapegado da matéria e do mundo, os estereótipos e suas manifestações estão presentes.
A busca segue.

Todos queremos nos amar, ser amados, entendidos e até... Consumidos!

Só existe um momento em que a busca cessa, é quando paramos e contemplamos esta massa que fermenta, que assa, porém nunca está pronta.
A este momento poderemos chamar meditação.

Mas como sair deste ciclo de panificação (rsssss)?

Primeiro percebendo que ele existe.
E depois só há uma solução:
Desistir do bolo.

O que?????

Isso aí...
Só quando nos dermos conta de que tudo é ilusão e de que todas as diferenças são ilusórias conseguiremos sair do ciclo.
Por mais lindo e gostoso que possa parecer o bolo.

É certo que quanto mais selecionados e puros forem os ingredientes, quanto maior a harmonia dos sabores, melhor será o resultado final, mas ainda assim o resultado final será um apego.
Nosso ego, o último apego.

Mas é certo que devemos seguir nosso caminho e construir nossa ilusão até o ponto em que ela deixe de fazer sentido.
Enquanto não estivermos prontos a abandonar nosso bolo, é recomendável que busquemos sim o aperfeiçoamento, pois só por ele podemos nos preparar para um dia, conscientemente alcançar o nível budico e sublime de iluminação.
Este será o dia em que deixaremos de ser bolo e descobriremos que somos o padeiro.

Paz, consciência, amor, lucidez, doçura,
Mestra Brisa

sexta-feira, 18 de abril de 2008

BUDA E JESUS, E A DECORAÇÃO DAS POUSADAS?


Véspera de feriado...
Antecipando o meu merecido descanso estava eu olhando sites de pousadas.
Foto vem, foto vai, lá ia eu elogiando decoração de uma, infra-estrutura da outra, quando percebi: em várias delas haviam lindas estátuas de Buda!
Ta. E daí?
Daí, que para variar, resolvi teorizar!

E se fossem estátuas de Jesus?
Você já viu decoração “chique” com estátua de Jesus?
De pousada a restaurante, a revista de decoração, só tem Buda!
E de preferência aquele Buda magrinho... Em posição de lótus.
No mundo da decoração Jesus estaria se tornando “kitsh”?

Você deve estar imaginando, é muita futilidade...
Pode ser...
Mas fiquei mesmo intrigada, sabe?
Comecei a decodificar as imagens, para tentar entender porque num país que se diz católico, pelo menos um extrato que consome luxo, fascina-se agora pela imagem de Buda.

Vamos focar só na questão da imagem, feito?
Jesus geralmente é retratado em situação de sofrimento, de humildade.
Buda (o magrinho), vendo sendo comercializado em estado meditativo, calmo, em paz.
O que a gente espera quando viaja e se dispõe a gastar nosso dinheirinho?

Não sei você, mas como minha formação básica é católica.
Desde pequena eu aprendi (direta ou indiretamente), que era pecado ter dinheiro, que eu deveria me sentir culpada se tivesse mais bens ou privilégios que as outras pessoas.
Viajar? Ficar numa pousada legal? Imagine a culpa!

Atente que não estou julgando os preceitos de Jesus ou Buda, mas as imagens e estigmas aos quais estamos sendo sujeitos (sujeitados?).

Teria muito mais a teorizar, mas vou parar aqui propositalmente.

Só não resisto a fazer um último comentário libertário:
Viva Buda!
E viva o Cristo Redentor!

Que este texto lhe lance mais uma semente de autoconhecimento e percepção ao mundo em que vive.

Paz, liberdade, humildade e prosperidade a todos os seres deste planeta!
Mestra Brisa

quarta-feira, 16 de abril de 2008

CONEXÃO TIBET


Sei que este assunto tem estado recorrente no meu blog, isso pela admiração e compaixão que sinto face à grande injustiça que estamos presenciando pelos noticiários e nossa sensação de imobilidade.
Durante muito tempo, assistindo do sofá tantas e tantas injustiças e os comentários teatrais do Arnaldo Jabor, o refrão de uma música do Skank pairava sob minha mente como uma mosca chata que não vai embora:
"(...) a nossa indignação é uma mosca sem asas, não ultrapassa a janela de nossas casas. Indignação, indigna, Indigna Nação. (...)".

Daria para tecer uma tese aqui sobre nossa imobilidade como brasileiros, não é?
No caso específico do Tibet, eu me rebelei.
Da indignação quis partir para a ação, mas e aí?
Por onde começar?
Vendo as manifestações na Europa, pensei, "bem que poderíamos fazer algo, né?".
Saí a busca de sites com dicas de boicote, passeata, sei lá... Qualquer forma de expressão.
Nem te conto... Não encontrei nada!
Foi então, de súbito, que encontrei um texto em destes sites que a gente entre sem indicação, simplesmente segue a intuição:

"No passado várias nações sacrificaram seus filhos para a libertação de outras nações com religiões e etnias totalmente diferentes das suas. Por que não sacrificarmos uma competição em que o único objetivo é a conquista de medalhas e uma disputa de egos entre nações? Um boicote às olimpíadas de Pequim, ao meu ver, seria o único meio pacífico para o governo chinês devolver o Tibet aos tibetanos ou pelo menos negociar uma liberdade religiosa sem repressões. O Povo Tibetano é um povo tranqüilo e extremamente religioso e o budismo é uma das religiões mais tolerantes que a humanidade já conheceu. Eles não querem tecnologias chinesas, nem máquinas que poluem o ar que respiram e a água que bebem. Querem apenas a liberdade para viverem em paz.
Gardel Silveira, curupira de montanha”.
fonte: http://sitiocurupira.wordpress.com/free-tibet/

Na hora pensei, "Eureka! Esse cara disse tudo o que eu queria dizer!".
Aliás, o site do todo é muito legal!

Porém a questão permanecia...
Boicote pacífico às Olimpíadas, tá...
Mas aonde eu entro nisso?
No máximo eu posso desligar a televisão e não comprar produtos relacionados às olimpíadas, já que não atingi o índice para as competições, afinal maratona não dá pra fazer dirigindo meu carro.
Piadinhas sem graça a parte... Lá estava eu... Da breve euforia, de volta escutando a musiquinha do Skank.
Oh céus, oh dia! (suspiro lonnnngo...).

Mas as histórias de Mestra Brisa tem que ter finais felizes.
Eu amo ser ela! rsssss

E tcham tcharanram!
Olha só que legal:
http://www.reliquias.caminhodomeio.org/

Mais do que isso, descobri que a exposição passaria por Curitiba.
http://www.unibem.br/noticias/noticias20080328/reliquias_buda.htm
Pronto!
Eu conseguiria ser útil a alguém!!!!
Enviei e-mails para várias pessoas que conhecia na cidade.

Mas não termina por aí!
Tive a honra, o privilegio de visitar a exposição e acredite, milagres acontecem.
Pude também participar de uma palestra do Lama Padma Samten, o nosso primeiro lama brasileiro.
O tema foi “O Buda no Século XXI”.
Confesso que por não ser budista (pelo menos não conscientemente) não compreendi tudo o que ouvi e aconteceu neste plano.
Mas o que pude absorver e sentir foi maravilhoso!
A energia que fluía das relíquias e durante a palestra era indescritível

Neste mesmo dia, tive a grata oportunidade de ajudar também a um animalzinho abandonado e assim levar as benções budista à pelo menos mais um serzinho.

Agora entendo, que minha simples disposição em ajudar abriu as portas a todos estes milagres.
E na verdade, eu fui ajudada e abençoada!

As idéias fluíram tão bem neste texto que eu poderia parar por aqui, mas algo mais aconteceu!

Enviei um e-mail para o Gardel pedindo autorização para divulgar sua idéia aqui, foi então que finalmente, nas entrelinhas (talvez ele nem saiba), ele me respondeu o que fazer pelo Tibet:
"Como tudo está interligado, nossas ações diárias dizem muito sobre o que somos e queremos para o nosso mundo”.
Obrigada Gardel! Esta foi a cereja do bolo!

Bênçãos a todos!
Acreditem nos milagres!
Não percam a esperança!
Sejam felizes!

Paz profunda, amor sem fronteiras ou limites,
Mestra Brisa

terça-feira, 15 de abril de 2008

CAÇA ÀS BRUXAS


Terminei o último texto comentando sobre o quão obsoleto está neste tempo uma caça às bruxas.
Em minhas buscas no nosso "oráculo moderno - Sr. Google", rssss, acabei por descobrir que infelizmente é obsoleto, mas continua atual.
Sempre que tenho alguma dúvida ou quero buscar alguma relação em minhas pesquisas, digito as palavras chaves no Google e espero pelas páginas, então, via intuição escolho a ou as páginas que vou ler.
Se por acaso eu houver me enganado sobre minha escolha, sinto em meu corpo físico um desconforto imediato e já sei, a energia do texto não corresponde à minha energia.
Pois bem, neste caso eu olhei para uma destas páginas e mesmo sem abrir já sabia que o texto não era positivo, mas o site era de uma religião bastante difundida e a qual fez parte do meu aprendizado durante muitos anos.
Desobedeci minhas sensações e comecei minha leitura.
Neste caso específico, fiz muito bem, pois minha intuição dizia que mesmo não gostando seria bom ler com discernimento.
O texto contestava todas as expressões da chamada "Nova Era" e criticava de forma preconceituosa várias bases de religiões e tradições espíritas e orientais.
Como dono da verdade, o autor definia como fraudulentas outras expressões filosóficas, tudo baseado em uma fé que desconsidera a investigação cientifica e mesmo a investigação pessoal.
Aquilo chegou para mim como uma alfinetada no peito.

Ok. E agora?
Respondo com um texto à altura do ataque?
Dou a outra face?
O que se espera de um "Místico Moderno"?
Recém havia escrito sobre o Wolverine, deveria mostrar minhas garras de adiamantium e lutar contra o mal?
Ou deveria simplesmente orar por aquele ser que espalhava sombras ao invés de luz?

Primeiramente, decidi ver o mal dentro de mim, afinal se eu senti a alfinetada é porque algo frágil foi atingido.
E meu objetivo, entre vários, é tornar-me cada vez mais forte.
Olhei para meu interior e perguntei:
Tudo bem aííí??
Qual o problema?
Alguém te questionou?
Alguém te insultou?
Você se sentiu ofendida??
Legal... Então o texto do agressor atingiu um dos objetivos...
E fui eu mesma que permiti isso.
Assim como eu tenho o direito de expressar aqui minhas convicções o outro também tem.
Este é um espaço livre.

Porém as questões foram se seguindo:
Sim, este é um espaço livre, mas por isso alguém pode dar-se ao direito de atacar e ofender a moral de outro que sequer pode defender-se, como Allan Kardec, que já não está aqui encarnado?

E a resposta:
Por acaso Kardec precisa defender-se?
Sua obra já não é maior que isso?

Apesar disso, meu ego ainda gritava:
Calúnia, difamação, quem esse sujeito pensa que é?
Se for assim, cada um escrever o que quiser. Daqui a pouco você vai dizer que se pode explorar criancinhas.
O mundo ainda não está preparado para esta liberdade Mestra Brisa, acorde de seu doce sonho de justiça e encare os fatos! Este é um mundo sim, como diz Kardec, de provas e expiações. Ainda precisamos de censura, de cadeia para manter um mínimo de segurança.

Mas Mestra Brisa não tem jeito, ela já está no mundo da regeneração e responde:
Estamos aqui para preparar a transição.
Embora este mundo seja sim de provas e expiações, em breve, e o tempo é uma ilusão, um Maya, este mundo deverá tornar-se um mundo de regeneração.
Aceite isso querida, estamos buscando o nosso melhor.
Não critique, não ataque, não revide.
O tempo do olho por olho, dente por dente já faz parte do passado.
Aceite.
Assim como você outras pessoas ainda estão em transformação.
Não há como parar a Roda da Vida.
O moribundo antes de transpor as barreiras carnais, subitamente experimenta uma melhora e os seus pensam que ele viverá, mas este é seu último ápice antes da transição.
Você verá muitos "últimos ápices", muitas pessoas desesperadas por verem suas verdades, suas crenças sendo questionadas e muitas inclusive caindo por terra frente à Luz que brilhará cada vez mais e mais neste planetinha amado.
Estes irmãos sentir-se-ão perdidos, com medo, desalojados de suas próprias casas que são suas convicções.
Pense no que sentiu nesta "afronta" e multiplique por mil, pois estas pessoas em maioria não terão sua fortaleza interior desenvolvida e compadeça-se.
Observe que estas pessoas precisarão de muito amor e compreensão.
Um animal só ataca por necessidade ou medo e em qualquer um dos casos isso nascerá de um sofrimento.
O ser humano não é muito diferente.
Fortaleça-se em Deus e não terás o porque revidar ao ataque.
Ore sim pelo agressor, pois os Mestres anseiam iluminar as frontes cobertas pela sombra.
E essa luz é o Amor.
Agradeça todos os dias por estas oportunidades de aprimorar-se e fazer o bem, o Bem sob Vontade, sob Consciência.
Esteja certa de que suas preces são ouvidas, e seus bons pensamentos atingem níveis os quais você sequer pode compreender.
Muitos agressores já foram transformados por um simples sentimento de carinho e respeito.
Agora você começa a entender as ações do Dalai Lama, não?
O que quero dizer é que grandes mudanças podem começar num simples entendimento e respeito por uma opinião díspar da sua.
Não importa a magnitude disto, de uma discussão na Internet a uma situação que influencia milhares de vidas humanas, os sentimentos essencialmente são os mesmos.
Por isso, preste atenção aos seus atos, aos seus pensamentos, as suas intenções, pois não existe graduação para o tratamento ao próximo.
Julgamentos são perda te tempo, aproveite seu tempo para viver no Amor.

Amor, amor, amor,
Mestra Brisa

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Eu, Wolverine!


Falarei novamente sobre a obra do Grande Mestre Stan Lee (não sei se deu para perceber, mas eu sou grande fã de quadrinhos, rsssss).
Embora as histórias do Homem-Aranha ainda tenham muito mais facetas a serem exploradas, e eu pretendo no seu devido tempo aprofundar-me sobre esta obra, hoje falarei de outro Super Herói com "S" maiúsculo: Wolverine!

Meus olhos brilham só de pensar nesta fantasia!
Meu amigo "Wolv", rssss, mexe a muito com minha imaginação.
Nada de Tom Cruise, nada de Brad Pitt, viva Wolverine!!
E quando digo Wolverine, me atenho à personalidade magnética deste personagem genialmente construído.
Nada contra o ator que, aliás, transforma-se para dar vida de forma estupenda ao personagem ficcional. Um Oscar para Hugh Jackman que ficará para sempre em nossa memória como a encarnação do Wolv.
Desculpem tantas explicações, é puro entusiasmo de fã!

Vamos ao que interessa: tirar a fantasia do Wolv... (no sentindo figurado, não se empolga, rsssss).
Nada poderia ser mais contemporâneo que este ícone dentro do Caminho Místico.
Me identifico totalmente neste buscador da Verdade.
Wolverine é um Mutante, como todos nós que sentimos que algo em nós e no mundo está mudando, que queremos entender nossos poderes e potencialidades, que queremos descobrir de onde viemos, qual nossa missão, qual nossa finalidade e acreditamos em nossa busca pessoal.
Wolverine faz parte deste mundo embora vislumbre e saiba que É e pode muito mais.
Ele, mais do que qualquer herói, não tem qualquer pudor em se confessar mal-humorado, apaixonado e agressivo de vez em quando, expondo suas imperfeições, sua humanidade.
Ele não usa máscaras. Ele É o que É.
Quer algo mais charmoso?
(Se algum desenhista o põe numa máscara só pode ser por descuido ou incompreensão, porque o cara não precisa se proteger de nada!).
Não é reprimindo as imperfeições de forma irrefletida que alguém pode transcende-las.
É preciso antes tomar consciencia destas imperfeições, entende-las, isto é autoconhecimento.
Depois de analisar Wolverine e sua busca sincera e corajosa em direção ao autoconhecimento e suas escolhas conscientes no Bem, entendo algo novo: outro porquê dos Mestres apesar de toda elevação, ainda olharem para nós e nos ajudarem em nossas buscas.
Existe algo encantador nestes que são honestos consigo mesmos e não se acomodam em suas pobres indiviDualidades.
Wolv poderia a qualquer momento unir-se a Magneto e sair espalhando preconceito e terror, ele entende isso, ele sabe disso, não tem medo da dualidade.
Suas escolhas são sempre refletidas e Conscientes.
Ele não pratica o Bem pelo Bem, ele pratica o Bem porque ele quer!
É um Cristão que não foge à luta.
Quem te disse que para ser cristão tem que ir à Missa?
Ser Cristão de Verdade é seguir o exemplo de Cristo!
Fazer diferença! Ser inspiração! Agir pelo bem da humanidade!
E a coragem de Wolverine?
Quero ser como ele... rsssss
O fato de Wolv não se lembrar de seu passado me remete diretamente a realidade das reencarnações.
De onde provêm nossos talentos natos, nossas revoltas natas, este "déjà vu" tão presente em nossa vida?
Ele sabe que pode descobrir muitas coisas desagradáveis sobre seu passado, e certamente descobrirá.
Isto lhe causará dor, e ele também sabe, mas nada pode detê-lo em busca de suas respostas, em busca de autocompreensão.
Quantos sentimentos mais advirão desta busca?
Você está preparado para isso?
Eu estou preparada para isso?
Por isso ele é Wolverine!
Um super herói que não precisa de fachada.
Herói em tempo integral.
Toda sua saga é apaixonante e por isso, nós, garotas, suspiramos por ele. (Você achava que era o colante amarelo? Please!).
Wolv busca seus Mestres sem medo, com respeito pelos seus trabalhos, busca ser útil a este trabalho maior (falando agora da Escola do Professor Xavier).

Ele segue seus instintos (intuições).

Ele tem consciência que o grande Mestre está dentro de si e só ele próprio pode conseguir o Entendimento.
Com o passar do tempo ele também será Mestre de outros buscadores.
Neste dia ele não estará menos interessante.
Embora a maturidade traga uma paz contraste à inquietude do personagem, ele terá outro brilho, outro momento e ainda assim não deixará de ser Wolverine.

Os inquietos buscam a paz, e sem dúvida ele a encontrará.
Ele é um herói sem medo da maturidade.
Sua história fará parte deste no Ser, e será vista de um todo.
De forma clara a história de Wolverine terá Começo, Meio e Eternidade.

Mestre Stan Lee conseguiu o que só um grande Mestre Místico poderia: criar ícones possíveis de inspiração a todos nós que sem preconceito nos atrevemos a buscar a Verdade no Ocultismo.
Te assustei?
Sem preconceitos com as palavras, por favor, pense que oculto ou escondido são sinônimos.
Nada de caça as bruxas, estamos no Século XXI e é bom acostumar-se a isto.
Este é o tempo dos Verdadeiros Mutantes.
Só o Amor Verdadeiro pode demonstrar a verdadeira face do mundo e "Sua" verdadeira face.
Reflita sobre seus sentimentos e sobre seu Ser.
Você é o personagem principal de sua vida, eu sou somente seu coadjuvante.
Consciência sobre percepções.

Com ciência sobre perceber ações.
Você é responsável por seus atos e nem pense em dizer que está agindo em nome de Deus, ou de qualquer outro, pois Deus lhe deu livre arbítrio.
Não se iluda, o Universo em que habitamos é regido também pela lei do retorno.
Antes de buscar o "mal" no mundo é preciso percebe-lo dentro de si, para poder então renuncia-lo conscientemente.

Viva Wolverine, ícone contemporâneo que não foge à Grande Luta.
Viva Stan Lee, Mestre Amado e Iluminado.

Que este texto vibre em seu coração e lhe traga algum entendimento, ou alguma dúvida que lhe inspire a buscar sua Verdadeira Essência, percebendo a grande aventura que lhe aguarda!
Pensamentos fraternos, conscientes e amorosos,
Mestra Brisa

terça-feira, 8 de abril de 2008

De Stan Lee à Jesus Cristo / De Jesus Cristo à Monges Tibetanos


Engraçado os caminhos que o conhecimento percorre.
Conversando com minha amiga Mestra Rose Louise sobre o texto que acabara de escrever Peter Parker x Homem-Aranha, novas luzes e questões forma extraídas e outras portas de investigação, reflexão e compreensão abriram-se de forma espantosa.
Comentei-lhe sobre meu enigma final, sobre quem eram Peter Parker, Homem-Aranha e Stan Lee, além da própria Mestra Brisa posta neste contexto.
Mestra Rose de forma simples, rápida e eficaz coloca:

"Peter Parker = Ego / Filho
Homem-Aranha = Eu Superior / Espírito Santo
Stan Lee = Fonte Divina / Pai

Eu = ego
Mestra Brisa = Eu Superior
Fonte Divina = Deus"

Como é?? Eu = ego. Oopsss...
Eu tenho passado dia após dia tentando compreender e transcender o tal do ego, e de repente ela me fala que eu sou ego...
Ai meu Pai...
Peter Parker é simplesmente humano, é onde nosso eu, com letra minúscula se identifica.
Nosso eu, nosso Ego?

Rezei aos Mestres pedindo compreensão... que assunto mais cabuloso...
Como eu disse à Rose Louise, vamos ver com quantos Mestres se faz um caminho, rsss...

E de Stan Lee, acredite, cheguei a Jesus Cristo e como Mestra Brisa te conto:

Nossos corpos físicos e astrais também são apegos.
Corpo completo (pele, cabelo, unhas, cordas vocais, músculos, cérebro, etc, incluindo mente e perispírito), pois tudo o que podemos perceber fisicamente neste mundo é material, frágil e precisa ser protegido.
Você entendeu direito, nossa mente e corpo astral também são materiais e, portanto ilusórios.
Nossa “Essência” está além disso.
Tudo o que precisa de proteção está nos domínios da ilusão (Maya), onde o ego é essencial para sua manutenção propondo nossas provas/provações (carma).
Sem ego (vaidade) as ilusões perdem seu significado e você finalmente descobre a Realidade.
E que Realidade é esta da qual falo agora? DEUS!
Sair do Reinado de Maya, porém, não é algo simples.
Ao menos, é uma experiência pela qual ainda não passei nesta vida, apesar de recentemente ter conseguido perceber este Grande Teatro Místico do qual todos fazemos parte como atores, na grande maioria inconscientes.
Como atores que crêem verdadeiramente em suas interpretações, continuaremos condicionados à ilusão enquanto houver algum resquício de ego, enquanto não superarmos nossa indiviDualidade.
O ser humano pode interpretar o papel que quiser e ter todos os bens materiais que desejar neste mundo, mas estas conquistas são ilusórias.
Compreender a atração e a possibilidade de obter e transformar a matéria é interessante, mas não deve transformar-se em apego.

Aceitar fazer parte do Uno, entregando-se consciente e totalmente afinal, não é uma tarefa tão fácil...
Mas sei de alguém que conseguiu atravessar a fronteira da Dualidade, expressa em Maya e nos deixou seus ensinamentos e exemplo mostrando que é possível.

Chego assim a Jesus Cristo.

Durante muitos anos, com minha arrogância, não podia compreender como um homem tão especial e evoluído pode ter se permitido passar por uma morte tão violenta.
Era certo que este homem tinha poder para conquistar e ser o que bem quisesse.
Vê-se por aí, como eu estava presa a minhas ilusões e porque estou neste plano de evolução.

Agora compreendo o sacrifício de Jesus Cristo na cruz, que por amor, padeceu de forma tão horrível, em um magnífico gesto de transcendência.

Jesus era um homem em seu tempo, onde circunstancias dramáticas exigiam gestos dramáticos e sua mensagem deveria perdurar em direção ao futuro.
Ele nos mostrou como podia e sabia, o sentido máximo da existência neste plano. Despertar da ilusão e voltar à casa do Pai (Deus).

Jesus transcendeu todos os egos por amor e amorosamente nos mostrou que nada é mais importante que amar incondicionalmente.

Ainda não acho que o caminho do sofrimento é obrigatório, longe disso, mas hoje creio que a compreensão do sofrimento e do desapego são vitais para o entendimento de uma grande parte das pessoas que vivem no plano terreno.
Percebamos que nosso mundo ainda está bastante impregnado pela escolha da dualidade negativa, onde a crueldade ainda se expressa vigorosamente.
Por isso, os ensinamentos de Jesus Cristo são históricos e ao mesmo tempo modernos.
Basta abrir os olhos e veremos, por exemplo, o que está acontecendo nas ruas com os monges budistas às vésperas das olimpíadas na China.

Para concluir este breve ensaio e lhe instigar um pouco mais a buscar suas próprias questões, fecho com um trecho budista, em homenagem e profundo respeito a estes que em seu caminho hoje são perseguidos e massacrados, nos mostrando que a atualidade não está tão longe assim dos tempos em que o próprio Cristo era vítima da ignorância humana.

"Estudar o Caminho de Buda é estudar a si mesmo. Estudar a si mesmo é esquecer-se de si mesmo. Esquecer-se de si mesmo é ser iluminado por tudo que existe. Transcender corpo e mente seu e dos outros. Nenhum traço de iluminação permanece e a Iluminação é colocada à disposição de todos os seres".(Mestre Zen Eihei Dogen - 1200-1253)

Que a mensagem destes Mestres chegue a seu coração, que a compaixão possa indicar direção ao Amor, que o Amor te eleve a sua Verdadeira Essência, por seu Mestre Interior, o caminho do Espírito Santo. Amém.

Com muito amor e respeito,
Mestra Brisa
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