
Hoje comecei o dia como auto-expectadora.
Em meio ao trânsito, me analisava enquanto ser humano.
O desejo de ser amada, admirada, a busca constante pela diferenciação.
Percebi que estes sentimentos e buscas são algo comum nesta experiência.
Pelos desejos de ser especial e diferente me torno na realidade mais e mais comum.
Mesmo os depressivos... Aqueles que parecem não desejar mais nada...
Estão apenas vivendo um momento de cansaço, pois como dizem os Titãs:
"(...)Todo mundo quer amor. Todo mundo quer amor de verdade (...)".
Nesta busca vamos adquirindo aspectos da dualidade que nos atraem e convém.
Como em uma receita de bolo intuitiva e holística vamos acrescentando e subtraindo ingredientes: um pouco de tolerância aqui, duas porções de sarcasmo lá, mais um pouquinho de agressividade para dar liga, e por aí vai...
Passamos os dias a busca de novos ingredientes em nossas conversas, relações, pesquisas, assistindo programas na T.V., vendo filmes, buscando entender o mundo, mas, sobretudo buscando nos entender e nos fazer especiais.
A busca dos ingredientes vai da massa do bolo (seu interior), á cobertura (seu exterior).
E aí vamos buscando a diferenciação que chamará a atenção ao nosso bolo em uma primeira impressão.
Uma blusa nova, um carro novo, duas porções de silicone, uma escova definitiva, dentes brancos, hálito puro, um lindo sorriso como cartão de visitas...
Um tênis que me identifique como fã de rock, uma gravata para dar vida à fantasia de executivo, um perfume que deixe marcas na memória, uma lingerie que deixe espaço às fantasias...
E mesmo que não percebamos vamos nos escondendo num mar de rótulos, em nossa tentativa de exteriorizar nossa personalidade.
Mesmo tentando fugir do consumismo, nos vemos vestindo nossas ideologias.
Uma sacola de pano para substituir as de plástico, sou pelo reciclável.
O adesivo do Che e sou pelo Comunismo.
Uma bíblia sob o braço e sou Evangélico.
Isso se você não precisar usar uniforme ou crachá...
Mesmo que alguém se declare eremita ou desapegado da matéria e do mundo, os estereótipos e suas manifestações estão presentes.
A busca segue.
Todos queremos nos amar, ser amados, entendidos e até... Consumidos!
Só existe um momento em que a busca cessa, é quando paramos e contemplamos esta massa que fermenta, que assa, porém nunca está pronta.
A este momento poderemos chamar meditação.
Mas como sair deste ciclo de panificação (rsssss)?
Primeiro percebendo que ele existe.
E depois só há uma solução:
Desistir do bolo.
O que?????
Isso aí...
Só quando nos dermos conta de que tudo é ilusão e de que todas as diferenças são ilusórias conseguiremos sair do ciclo.
Por mais lindo e gostoso que possa parecer o bolo.
É certo que quanto mais selecionados e puros forem os ingredientes, quanto maior a harmonia dos sabores, melhor será o resultado final, mas ainda assim o resultado final será um apego.
Nosso ego, o último apego.
Mas é certo que devemos seguir nosso caminho e construir nossa ilusão até o ponto em que ela deixe de fazer sentido.
Enquanto não estivermos prontos a abandonar nosso bolo, é recomendável que busquemos sim o aperfeiçoamento, pois só por ele podemos nos preparar para um dia, conscientemente alcançar o nível budico e sublime de iluminação.
Este será o dia em que deixaremos de ser bolo e descobriremos que somos o padeiro.
Paz, consciência, amor, lucidez, doçura,
Mestra Brisa
Em meio ao trânsito, me analisava enquanto ser humano.
O desejo de ser amada, admirada, a busca constante pela diferenciação.
Percebi que estes sentimentos e buscas são algo comum nesta experiência.
Pelos desejos de ser especial e diferente me torno na realidade mais e mais comum.
Mesmo os depressivos... Aqueles que parecem não desejar mais nada...
Estão apenas vivendo um momento de cansaço, pois como dizem os Titãs:
"(...)Todo mundo quer amor. Todo mundo quer amor de verdade (...)".
Nesta busca vamos adquirindo aspectos da dualidade que nos atraem e convém.
Como em uma receita de bolo intuitiva e holística vamos acrescentando e subtraindo ingredientes: um pouco de tolerância aqui, duas porções de sarcasmo lá, mais um pouquinho de agressividade para dar liga, e por aí vai...
Passamos os dias a busca de novos ingredientes em nossas conversas, relações, pesquisas, assistindo programas na T.V., vendo filmes, buscando entender o mundo, mas, sobretudo buscando nos entender e nos fazer especiais.
A busca dos ingredientes vai da massa do bolo (seu interior), á cobertura (seu exterior).
E aí vamos buscando a diferenciação que chamará a atenção ao nosso bolo em uma primeira impressão.
Uma blusa nova, um carro novo, duas porções de silicone, uma escova definitiva, dentes brancos, hálito puro, um lindo sorriso como cartão de visitas...
Um tênis que me identifique como fã de rock, uma gravata para dar vida à fantasia de executivo, um perfume que deixe marcas na memória, uma lingerie que deixe espaço às fantasias...
E mesmo que não percebamos vamos nos escondendo num mar de rótulos, em nossa tentativa de exteriorizar nossa personalidade.
Mesmo tentando fugir do consumismo, nos vemos vestindo nossas ideologias.
Uma sacola de pano para substituir as de plástico, sou pelo reciclável.
O adesivo do Che e sou pelo Comunismo.
Uma bíblia sob o braço e sou Evangélico.
Isso se você não precisar usar uniforme ou crachá...
Mesmo que alguém se declare eremita ou desapegado da matéria e do mundo, os estereótipos e suas manifestações estão presentes.
A busca segue.
Todos queremos nos amar, ser amados, entendidos e até... Consumidos!
Só existe um momento em que a busca cessa, é quando paramos e contemplamos esta massa que fermenta, que assa, porém nunca está pronta.
A este momento poderemos chamar meditação.
Mas como sair deste ciclo de panificação (rsssss)?
Primeiro percebendo que ele existe.
E depois só há uma solução:
Desistir do bolo.
O que?????
Isso aí...
Só quando nos dermos conta de que tudo é ilusão e de que todas as diferenças são ilusórias conseguiremos sair do ciclo.
Por mais lindo e gostoso que possa parecer o bolo.
É certo que quanto mais selecionados e puros forem os ingredientes, quanto maior a harmonia dos sabores, melhor será o resultado final, mas ainda assim o resultado final será um apego.
Nosso ego, o último apego.
Mas é certo que devemos seguir nosso caminho e construir nossa ilusão até o ponto em que ela deixe de fazer sentido.
Enquanto não estivermos prontos a abandonar nosso bolo, é recomendável que busquemos sim o aperfeiçoamento, pois só por ele podemos nos preparar para um dia, conscientemente alcançar o nível budico e sublime de iluminação.
Este será o dia em que deixaremos de ser bolo e descobriremos que somos o padeiro.
Paz, consciência, amor, lucidez, doçura,
Mestra Brisa


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