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quarta-feira, 28 de maio de 2008

Amor Sem Fronteiras



Demorei um pouco a escrever, pois os últimos dias tem sido de profunda reflexão e entendimento.
Após entregar-me as dores do ego conscientemente e com desprendimento, percebi que realmente não adianta tentar suprimi-lo, nem ao Ego, nem as suas imperfeições.
É melhor conhece-los, pois só se pode mudar aquilo que se conhece.
O que escondemos e suprimimos continua na obscuridade, no inconsciente.

Descobri que cada um tem seu método para transformar estes sentimentos ilusórios e negativos, uma vez que tentei sem sucesso aplicar algumas "fórmulas de auto-ajuda".
Não que não funcionem.
Funcionam sim, resta saber para quem.
No fim comecei a pensar nas cores do arco-íris todas as vezes que pensamentos violentos irrompiam agitando minha mente.
Para mim funcionou.
É nisto que insisto, devemos buscar nos conhecer, pois cada ser humano é de fato único.

Um dos métodos que experimentei me pareceu muito simples e eficaz, consiste em detectar o tipo de sentimento ou pensamento e trazer a tona o seu oposto.
Pensou em doença? Imagine imagens relacionadas á saúde, por exemplo.
Pensou em violência? Substitua por imagens e sensações de paz.
Para mim não funcionou, mas quem sabe seja um bom método para você ou alguém que você conhece?
Só experimentando para saber.

Este final de semana assisti a um filme chamado "Amor sem Fronteiras".
Se você já assistiu, deve ter compreendido porque ando tão pensativa.
Se não assistiu ainda, eu recomendo fortemente.
O filme trata de voluntários que trabalham em prol de seres humanos que vivem em locais de verdadeiro inferno sobre a Terra.
Definitivamente, não é um "filme pipoca" e suas imagens "grudam" em nossas reflexões sobre o planeta.
Fiquei pensando na loucura que é este planeta.
Em que loucura transformamos este planeta.
Da fome na África, dos massacres no Tibete aos bilhões de seres humanos enlouquecendo pela sobrevivência em desumana ansiedade e medo nas grandes cidades.
Sim, todo este sofrimento, toda essa sandice é fruto primeiro de nossos pensamentos.

Explico melhor: tudo e absolutamente todo e qualquer sofrimento nascem primeiro em nós.
O ódio de um soldado frente ao que ele considera seu inimigo não é diferente do possível ódio que sentimos diante do computador que pifou bem quando terminávamos um texto enorme.
O sentimento é o mesmo: ódio e ponto final.
Lógico que as circunstancias mudam, o soldado pode ter uma arma à mão e atirar no que considera inimigo, enquanto o digitador pode talvez atirar o computador pelos ares.
As conseqüências, os karmas são diferentes, mas o sentimento não é.
Por isso, vigiar, entender e transmutar os sentimentos, pois se no lugar do computar houvesse um ser humano, talvez as conseqüências fossem outras.

Osho fala na revolução silenciosa, a única que pode fazer diferença neste mundo, a meditação.

Meditar não é ausentar-se como muitos de nós pensam equivocadamente, pelo contrario, é estar presente, estar consciente.
Este é um trabalho que começa aos poucos e vai se intensificando cada vez mais naturalmente, até o ponto em você desperta e não há mais inconsciente a ser descoberto.

Não é que terminei novamente falando em despertar e iluminação?
Talvez por que este seja o único caminho para a transformação deste planeta.
A transformação que começa em Você!

Eu sou Mestra Brisa e lhe desejo muita lucidez, meditação e perseverança no caminho da Luz.

Amor sem fronteiras!

Namastê!

segunda-feira, 19 de maio de 2008

DA TEMPESTADE AO ARCO-ÍRIS


Esta madrugada entendi o grito silencioso do suicida.
Apenas observei.
Ele estava dentro de mim.
Tentei afungeta-lo correndo com o vento mais feroz enquanto lavava meu rosto em prantos.
De tanto correr sem saber aonde ir estacionei frente ao profano templo de São Francisco.
Disfarcei meu desespero em lábios de cereja, os olhos sujos de negro.
Este grito tem gosto de dentes sujos de sangue.
Tentei em vão lavá-los com o translúcido Vinho Dourado.
Tentei confundi-lo com o aroma e veneno dos mil incensos malditos, visíveis a circular e bailar pelo ar.
Só.
Em meio à multidão.
Apenas a multidão poderia esconder e acolher um velho suicida.
Sem perguntas.
Não há respostas em meus olhos, só a frieza.
Frieza hoje amiga, pois não quero atenção, dispenso compaixão, apenas quero estar presente e me entender.
Há dias de luz e dias de trevas para quem vive na dualidade.
Hoje quero apenas observar.
Em devaneios deixo meu corpo cansado dançar.
O Vinho Dourado entra em meu corpo que hoje não busca a iluminação.
Quero anestesia.
Quero eutanásia.
A loucura está a apenas um passo de uma mente em desespero.
De onde tanto terror?
De onde tanta dor?
E a multidão segue em seu buscar, ignorando o buscador suicida, escondido em sua jaqueta de couro, os lábios de cereja e os olhos gelados como a garrafa em suas mãos.
Poderia ter ignorado este grito, seguir adiante me fingindo Brisa superior a tudo.
Mas porque abafar o ciclone?
Por isso o levei a rua.
E deixei que ele rodasse entre minhas entranhas, consumindo meu ser e elucidando o significado da frase Shakesperiana para a vida em Macbeth: "(...) uma história contada por um idiota, cheia de som e de fúria, significando nada (...)”.
Não era a primeira vez a ouvir este grito.
Em outras ocasiões pensei: antes de desistir de tudo, abandonarei minhas posses e sairei pelo mundo.
Esta sempre foi minha tábua de salvação.
O sair pelo mundo de fato nunca chegou a consumar-se, mas os dias vinham e o ciclone era abrandado.
Hoje cheguei a pensar inclusive no roteiro.
Machu Picchu.
Sim!
Meu ciclone teria muito tempo à dispersa-se pelos altiplanos.
Enquanto planejava minha jornada, percebia o que me prendia a este lugar, quais os meus apegos.
De súbito me pegava em desculpas mentais a pessoas e compromissos aos quais pensava não serem importantes para mim.
Enquanto isso, a madrugada passa.
Ouço um samba triste.
Teria sido descoberta?
Em seguida outra canção, última da noite, acredite se quiser:
"Tristeza, por favor, vá embora, minha alma que chora, está vendo meu fim...
Fez do meu coração a sua moradia, já é demais o meu penar.
Quero voltar aquela vida de alegria, quero de novo cantar..."
Assim me despeço.
Só, como cheguei.
Calada apesar de grande tumulto e fúria em minha mente.
Sei que meu Ser e minhas questões me acompanharão aonde for, seja neste templo ou em Machu Picchu.
Mas hoje não quero voltar para casa.
Preciso dormir profundamente.
Mas quero acordar pela manhã.
Nem que seja para lhe contar o que vivi.
O ciclone passará e em seu lugar estará Brisa.
E entenderei melhor minha mente e a loucura que está a um passo de todos nós.
Hoje estou aqui, dedos no computador, a jaqueta imprestável, pois do que chamei poeticamente incenso maldito hoje percebo a realidade: cigarro.
Do hotel, em que solitária tentei adormecer, a única coisa que sobrou foram as olheiras, pois não há cama como a minha, mesmo com a mente a revirar-se sob as cobertas.
Hoje pensei, deveria expor aqui tamanha rebeldia?
Tamanho tumulto?
Não seria um contra-senso à tranqüilidade de Mestra Brisa?
Fui educada a sentir vergonha de tais atitudes e pensamentos e recordo das reprimendas: "Engole o choro ou vou lhe dar motivos para chorar".
Hoje estou cansada, muito cansada.
Cansada de fingir que está tudo bem, quando por dentro o temporal está instalado.
Hoje sou livre para viver o outro lado da alegria e não terei vergonha de responder: "Não. Não estou bem. Mas quero ficar em silêncio".
Hoje serei egoísta, pois é do ego que estou falando.
Do ego percebo a birra.
Do ego percebo a dor.
Surge do nada o calor.
É Mestra Brisa a quem ao Ego direciona o Amor.
Diz-lhe mansamente:
Descansa.
Deixe que lhe cubra de luz.
Deixe que lhe cure.
Não fuja, não há porque ter medo.
Não há porque se esconder.
Quis ver-te e em lucidez lhe presenciei.
O cansaço físico é inevitável.
Mas relaxe.
Abre teus olhos e contempla.
Já estamos em Machu Picchu!
Passamos a noite em negra luz, mas agora o dia nasceu.
Acorda!
O Rei Sol pode esconder-se em negras nuvens, mas eleve-se e sobre elas lá Ele está a brilhar.
Querido Ego fostes formado neste triste plano que anestesia a beleza.
Chega de dor.
Este tempo já passou.
Vamos escolher agora juntos, como viver este momento.
Cientes de que não existe alegria e não existe tristeza.
Não existe pranto e não existe riso.
A ilusão, como teia de aranha faminta novamente lhe cercou e lhe cegou momentaneamente.
Desta vez, porém, por vários momentos nos erguemos da inconsciência.
A solidão foi necessária para que assim acontecesse.
Sentimos a teia pegajosa a amarrar e sufocar.
Agora, com olhos descerrados, miramos a Aranha.
A aranha não existe, a aranha é você.
As aranhas não são más, são somente energias que se apresentam em um corpo ilusório.
Por isso meu Ego te digo, a algo mais em ti, algo mais aterrorizante que a maior das bestas.
Não quero te domar, não sois meu ciclone de estimação.
De ti vem toda a ação que neste momento impulsiona minhas mãos.
Por ti aqui estou.
Mas te peço, deixe que eu torne sua vida mais cheia de beleza.
Passastes muitas vidas a implorar por mim e agora estas pronto para minha presença.
Então não me temas, desfrute.
Não se incomode com outros egos, pois estás certo quando pensas que foi lhe programado conviver com os mais sutis, com os mais elaborados, com os últimos que te podem ferir e despertar este ciclone autodestrutivo.
Observo-te e lhe direciono paz profunda.
Os ciclones também são bons, pois levantam todas as emoções acumuladas no fundo de nosso SER.
Agora é hora da limpeza.
Aos pouco estas emoções vão se transformando de pó à obra, de sombra à luz.
A um ponto, deixarás de ser Ego, não sendo eliminado, mas sendo transformado.
Não tenhas medo das forças de luz que agem hoje sob teu casulo.
O casulo que hoje te cerra, é uma falsa proteção.
Mas somente esta luz e calor que hoje te fortalecem podem transforma-lo na linda borboleta que desafia as leis da gravidade e alça os mais belos céus, os colorindo com as sete luminosas cores de suas asas.
Nenhuma analogia pode descrever com o legítimo crédito a verdadeira beleza e graça dos que se libertam dos casulos da dualidade.
Então serás de fato Iluminado.

Luz, luz, luz,
Mestra Brisa

terça-feira, 13 de maio de 2008

Caos - Para Fernando José Karl


As vezes me encho de Caos.
O Caos Está.
O Caos Sou Eu.
E penso: o caos entrou em mim ou eu entrei em Caos?
E como ter discernimento ou resposta, se tudo é Caos?
E o caso, se acaba no acaso que é o Caos.

Beba Caos!
O gás desprende de Caos e toca-me o Céu da boca.
Não entendo.
Não há o que entender.
Não há definição em Caos.
Haverá sensação?
O Céu da boca está de ponta cabeça.
A cabeça em forma de ponta que aponta para o Caos.
Em movimentos desordenados o Caos dança em harmonia e vê-se a vida vazia de tantas andanças em meio ao Caos.
Calo-me diante deste Caos que vomito em cores incompreensíveis e em todas as formas possíveis, pois que forma teria o Caos?
Retiro-me caoticamente pois de Caos não conheço o inicio ou fim e a mente divaga em finalmentes que jamais conhecerá.
No ocaso que jamais chegará.
Meu corpo dormente desperta-se docemente: É hora de acordar!

...
Mestra Brisa

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Do caos ao belo, a estrondosa sinfonia que é a vida!


Que engraçado, sempre achei que não gostasse de ópera...
Para mim não tinha nada a ver a forma como as histórias eram contadas.
Cada vez que um personagem morria, tinha que anunciar "quinhentas" vezes:
"Morri, morri, morri, morriiiiiiiiii...".
Pensava com meus botões:
"Será que o cara tem que se repetir tanto? Morre de uma vez, fio! Já entendi...".
Não conseguia entender a beleza estética, ou sequer o significado de tudo aquilo.
Em minha frágil concepção das coisas, rotulava as óperas como algo antiquado, fútil, distante da realidade.
Pop no último, rsssss...
Recentemente passei a lançar outros olhares e abrir ouvidos, sentidos para novas manifestações, e estou por descobrir que realmente são "novas manifestações" para mim.
Comecei com Wagner (Parsifal) e agora chego em Mozart (A Flauta Mágica).
Nunca imaginei encontrar tanta beleza e sabedoria ocultas nestas obras.
Durante muito tempo estive a analisar a sabedoria oculta (ou exposta) em obras contemporâneas como nos filmes Matrix, nas séries Jornada nas Estrelas ou nos quadrinhos de Stan Lee.
Acabo de me deparar agora com um "tesouro enterrado" (para mim e por mim, claro).
Como um explorador, pá em punho, bússola nas mãos, vou lhe escrevendo e revendo outras tantas analogias.
Me sinto Indiana Jones!
Cada tesouro tem seu valor, para compreende-lo, somente com o tempo e perseverança sincera.
Estes tesouros não podem ser saqueados e estão a um "passo do mouse", mas você só os compreenderá se souber decifrar sua linguagem.
O que você está esperando?
Tens aí o mapa, as pistas, a pá e a bússola.
Junte a isso seu tempo e determinação sincera e poderás empreender as mais verdadeiras, as mais emocionantes aventuras que um ser humano pode conceber.
Vá atrás de teus tesouros secretos!
Te juro! Nada pode dar mais adrenalina que a ansiedade frente ao desconhecido, ao potencialmente perigoso, ao que põe em risco as pequenas certezas que julgamos (erroneamente) possuir.
Como eu absolutamente adoro citações, termino com meu trecho favorito de uma de minhas músicas favoritas (que não é ópera, rsssss, e, aliás, na minha pouco modesta opinião, tem uma das mais deliciosas introduções instrumentais que já ouvi, rssss).
“(...) Saudações a quem tem coragem Aos que estão aqui pra qualquer viagem Não fico esperando a vida passar tão rápido A felicidade é um estado imaginário (...)". Barão Vermelho

Não tenha medo de explorar novos horizontes!

Coragem, amor, paz e muita alegria!

Mestra Brisa

quinta-feira, 8 de maio de 2008

DO LÓTUS AO CÃO



A sabedoria está em todos os lugares.
Quem tem olhos que veja, quem tem ouvidos que ouça.
Será assim tão simples?
Conhece a ti mesmo.
Parece fácil?

Falarei um pouco de minha experiência pessoal, de um dia comum de lutas pela sobrevivência, permeada pelo forte desejo de autoconhecimento.

Dentro desta manhã, dia 07/05/2008, abro minha caixa postal e entre vários compromissos profissionais, um raro presente.
Como um lótus recém florido num grande lago de dualidades, o e-mail de Mestra Rose Louyse, pedindo-me permissão para editar em seu livro o texto "Aham", com o qual havia lhe presenteado um dia antes.
O que fazer diante de um presente raro e belo?
Perceber sua beleza e agradecer o presente ao divino com amor e felicidade?
Gostaria de lhe dizer que fiz isso.
Mas ainda sou um aprendiz, e cometo inúmeros equívocos neste caminho escolhido.
No momento seguinte à alegria e surpresa, percebo meu Ego enciumado de Mestra Brisa, pode?
Eu não imaginava...
Pela primeira vez, podia observar claramente enquanto o fato se dava.
Que esteja claro, Ego e Mestra Brisa residem no mesmo corpo físico e são sim a mesma pessoa, porém atuam em níveis distintos de compreensão.
Mestra Brisa seria o que a psicologia costuma chamar de Self.

Como sempre a vida é uma lição e o observar é meditação.

Acabo de aprender que quando não nos consideramos dignos de algo ou pensamos estar sendo bajulados, na verdade é nosso ego em ação, assustado frente ao que não pode controlar: a energia que tudo anima e raros o compreendem neste mundo, DEUS.
Mesmo na matéria, podemos muito mais, se nos permitirmos viver no fluxo amoroso, misterioso, que nos foi programado.
Por medo deste fluxo impedimos que coisas realmente belas floresçam em nossa vida.
Após estas reflexões pude então aceitar e amorosamente agradecer a esta programação divina que me proporciona a amizade e convivência com tantos mestres queridos.

Senti assim que voltava a fluir no divino.
Estava feliz pela descoberta e em paz profunda.

No decorrer deste dia novos insights, e eis que me deparo com Hermes Trimegisto em sua “Obra Solar”.
Percebo que o Ego não compreendia a profundidade do que Mestra Brisa citava em seu texto "Quem não sabe acompanhar não sabe Solar".
Certamente Mestra Brisa, sim, compreendia o "hermetismo pascoal", já citado por Caetano Veloso em uma canção.
Inspirados podemos dizer muito mais do que sabemos ou acreditamos saber.
Cabe a nós aceitar, acreditar ou não nestes fatos.

Conhece a ti mesmo.

Como diz a canção:
“(...) Fim da tarde a terra cora E a gente chora Porque finda a tarde (...)”
Saio correndo, agitada e nervosa, pois estou atrasadíssima para minha aula de... Yoga.
Parece um contra-senso não?
Vou até lá e a primeira providencia é: estar no momento presente, com calma e tranqüilidade, rsssss.
Paciente e amorosamente, Mestra Leilane conduz este aprendiz distraído e cansado.
Ao fim, entro em meditação, percebendo e trabalhando meus chakras.
Lindo!
Finda a aula, saio caminhando para casa.
Na cabeça ainda a meditação, mil reflexões sobre ela.
De pensamento em pensamento, conectado ao belo, lá vou em meu caminho solitário... AUAUAUAUAUAUAUA!!!!!
JesusMariaJosé!!!
O coração bate forte!
AAUAUAUAUAUAUAUA.
Cachorro sem vergonha!
Que despertar abrupto! Que susto!
Preciso alguns segundo para me recuperar.
O pulo foi grande, rssssss.
Enquanto isso, o cachorro vai ficando para trás.
Que despertar abrupto, repito.
Sim.
A noite gélida toca meu rosto suavemente.
Os carros passam.
O céu está absolutamente limpo, lindo, estrelado.
E eu estou desperta!
Sorrio enquanto em pensamento agradeço ao cão, que como Mestre acaba de me dar uma grande lição:
Meditação não é divagar, é estar presente, desperto, consciente.
Só um homem consciente pode vislumbrar a realidade e beleza das estrelas!

Te conto tudo isso, pois não tenho pretensões de ser referência, sou Busca.
Te conto que até o cachorro para mim é um grande Mestre, pois ainda sou um aprendiz surpreso com a sabedoria de todas as coisas.
Do Lótus ao cão, tudo é Deus!

Amor, luz, paz e consciência.
Namastê!



Mestra Brisa

cachorro vestido de Mestre Yoda

segunda-feira, 5 de maio de 2008

"AHAM" - Para querida Mestra Rose Louyse


Pétalas caem em seu tempo.

Amores desabrocham a todo o momento.

Consciências despertam e a luz divina nos presenteia todos os dias!

Um dia me disseste: "tenho uma Mestra, ela chama-se Aham, porque eu pergunto e ela só me responde: Aham...”.

Ahammm... Sei... rsssss... Ou melhor: Aham, Eu Sou.

Osho hoje me contou.

Novamente me encantou.

Citou: "Aham Brahmasmi - Eu sou Brahmam".

Do encanto ao espanto, lá estava, Aham.

Ou seja: "Deus é o que Sou".

Osho falou e a percepção em mim concordou.

Simplesmente: Eu Sou!

Do todo vem o canto, que em meu Ser entoa, o mantra dos anjos que em mim confirma:

Na Rua do Espírito Santo, um coração se anima!

O conto em estado de graça!

O Amor por mim trespassa e lhe abraça em paz profunda.

AHAM!


Paz Profunda!

Mestra Brisa
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