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terça-feira, 15 de julho de 2008

A DANÇAR COM O VENTO




Consumir, consumir, consumir.
Ao me observar, descobri um tipo de consumo, do qual sou quase compulsiva.
Consumismo intelectual.
Entendi porque Mestra Brisa disse que eu deveria me desapegar do intelecto.

Trabalho em média 9 ou 10 horas por dia.
E meu trabalho é uma loucura...
Nele não conheço rotina.
A mente a mil, consciliando um pouco de tudo.
Clientes, fornecedores, informação, informação, informação.
Nestas últimas semanas está ainda mais puxado do que o habitual.
Colegas em férias, trabalhando por três.
Minha família está cobrando minha presença.
Estou com mil projetos em andamento e arrisco dizer que este número não é um exagero...
As responsabilidades se multiplicam e clamam por mim por e-mail, celular, telefone, pessoalmente... Às vezes todos ao mesmo tempo...

Estando exausta, depois de almoçar fugi sozinha para uma sala vazia.
Os problemas a resolver e os pensamentos eram tantos que mal conseguia concluir um raciocínio.
Nas mãos um livro de Osho, "El Libro del Ego", que com dedicação e muita paciência consegui importar por não ter edição brasileira.
Contei: 16 livros de Osho na estante lá de casa.
Lendo atualmente três deles simultaneamente, e ansiosa por começar outros dois.
Você deve estar pensando que só leio Osho...
Atualmente também tenho buscado dedicar minha atenção á pelo menos duas páginas de Max Heindel por dia.
Lao Tsé está na lista de compras.
Sem falar nas dezenas de sites, músicas, filmes, revistas... Ai... Nem abri ainda a Arquitetura e Construção de Julho... E a taxa dólar continua caindo, né?

Olhei pela veneziana entreaberta da sala de reuniões...
O vento levava as folhas da grama a dançar...
Minha mente em turbilhão.
E a grama a dançar com o vento.

E
a
grama
a
dançar
com
o
Vento . . .

O Ego (que precisa aprender a dançar com o Vento)

Dance, dance, dance.
Sinta a música cósmica que a tudo envolve.
Perceba a grande sabedoria que reside na simplicidade.
A simplicidade pode parecer complexa para quem vive na complexidade.
Descomplique.
Sinta o Vento e o Sol.
A Lua e as Estrelas.
E descubra do que é parte.

Vida, Simplicidade, Sincronicidade!


Mestra Brisa

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Existe Algo


Existe algo que não entendo
Mas sei que existe
Não posso ver
Não posso tocar
Mas sinto e sei que isto é Real
É real para mim
Conheço pessoas que também acreditam nisso
Algumas destas pessoas dizem ver
Outras dizem ouvir
Outras dizem que como eu sentem
Fosse simples imaginação não nos entenderíamos
Mas nos entendemos
Entre nós isso faz sentido e sentido comum
Ou sentido extraordinário, como preferir
Às vezes as palavras que usamos para as mesmas coisas são diferentes
Isso porque buscamos entre um mar de palavras aquela que talvez exemplifique melhor nossa experiência
Ao nos aproximarmos, porém, este mar de palavras some e resta a experiência
Entendo enfim porque esta mente é canal de algo maior
A Verdade precisa ser traduzida para ser captada por outras mentes de outros egos que precisam confirmar suas próprias visões, audições e sentimentos
A Verdade é maior que as palavras, por isso reside oculta nestas e vai-se mostrando aos que a buscam sinceramente
Por isso as palavras têm poderes que a maioria dos mortais sequer sonha
Gastamos tempo e energia com o supérfluo e deixamos que todo este poder dissipe-se na inutilidade, na futilidade
Se você está aqui, empregando seu tempo e energia nesta busca saiba disto, existe muito mais a conquistar e descobrir
Haja com responsabilidade diante dos poderes que a vida lhe dá
Receba estas palavras como um pedacinho de Verdade
Este pedacinho não esta sujeito a distorções e o chamo pedacinho, pois a Verdade não conhece limitações como as palavras que não a conseguem expressar

Amor, Luz, Progresso

Ego e Mestra Brisa

sexta-feira, 4 de julho de 2008


Se você acompanha este blog, talvez esteja achando que Mestra Brisa está muito calada.
Que este Ego anda falando demais.
Quer saber?
Também acho...
Começo a sentir falta daqueles textos extensos de Mestra Brisa.
Ela não sumiu, eu continuo a senti-la com muita intensidade e ela me fala com muita freqüência, mas enquanto escrevo a percebo mais calada, observadora.
E ela me diz que devo abandonar o intelecto.
Sinto que estou mesmo em um ponto de saturação.
Talvez este excesso, como todo excesso esteja mesmo criando algum tipo de aversão e isso é ótimo.
Gostaria então agora de agradecer a todos que de alguma forma contribuíram ou estão contribuindo para isso.
Agradeço de coração a todas as instituições, religiões, filosofias, Mestres, ideologias, amigos, familiares, conhecidos, desconhecidos.
Ideologia, não quero nenhuma para Viver.
Entro em recesso oficial.
Concluo finalmente que a resposta não está em nenhum outro lugar senão dentro de mim.
E sua resposta não está em nenhum outro lugar senão dentro de você.
Continuo "pop" e apesar de saturada ainda guardo um último refrão para você hoje:

"Eu me sinto um estrangeiro
Passageiro de algum trem
Que não passa por aqui
Que não passa de ilusão" Humberto Gessinger

Como instrumento de Mestra Brisa, é possível que volte a escrever amanhã, ou ano que vem.
Quem sabe?
Se o tempo também é uma ilusão...

Com brisa suave me despeço.
Me despedaço.
Sigo com o vento em direção ao infinito, onde tudo é novo e passar das horas não existe.

Mestra Brisa e Ego

Obrigada!

ATRAVÉS DE GROSSOS VIDROS


Oi amigos!
Impossível lhes contar tudo o que aconteceu em pouco mais de dez dias desde minha última postagem...
Tentarei dar-lhes um vislumbre das tantas descobertas, pesquisas, reflexões...
Certamente poderia escrever um livro sobre cada insight, mas a falta de tempo ainda é uma bola de ferro presa aos meus tornozelos...
É com este insight que começo. Apesar de ter sido o ultimo, mas talvez por isso mesmo.

Voltava para minha casa depois de um dia de trabalho intenso...
O dia já fora e as estrelas ainda não haviam despontado na cidade que iluminava-se por suas luzes artificiais.
Passageira em um ônibus seguia pela estrada pouco iluminada, em um distrito industrial.
As industrias com suas janelas iluminadas e chaminés a construir constantemente um céu de nuvens artificiais destacavam-se na paisagem obscurecida.
Do lirismo á tragédia em um mesmo golpe, me sentia a vislumbrar uma sucessão de presídios.
Grades e guardas.
Jornadas de trabalho determinadas e rígidas.
Seguia, observadora em liberdade condicional a perceber o entorno por tras dos vidros grossos da janela que ao mesmo tempo separavam e integravam duas realidades.

Tenho encarado meu ambiente de trabalho como uma escolha.
Escolha que também envolve regras, rigidez, propósito (o lucro) e recompensas por resultado.
Com muito esforço e sacrifícios pessoais eu, e a maioria de meus colegas, nos mantemos nesta estrutura onde ao menos acredito no produto final.
Assim trabalhamos por um bom relacionamento profissional, por aperfeiçoamento, por crescimento mesmo que material, mas acima de tudo por sobrevivência.

Neste dia, porém estava muito cansada... E inspirada.
Vendo tantas estruturas, e tantos seres cansados, Kardec veio à mente com sua afirmação de a Terra ser um mundo de provas e expiações.
Estaríamos todos encarcerados?
Do ônibus, uma falsa proteção á rua, chego ao meu apartamento.
Vigilância e grades.
Não era liberdade condicional?
Proteção ou prisão?
Onde termina uma coisa e começa outra?
É possível sobreviver sem comprometer a liberdade?
Ou a liberdade é uma ilusão em nosso mundo?
Afinal, temos um corpo para alimentar, senão outros dependentes e em última instancia estamos “presos” à matéria.
Lembro de novo de Madonna, living in a material world.
O homem precisa de comida, bebida, diversão e arte.
Não basta apenas alimentar o corpo, ou a mente, ou o espírito.
Entendo que quanto menos dependemos da matéria, menor o poder dos grilhões que nos prendem. Menores as frustrações.
Mas como romper com a enxurrada de expectativas sob a qual estamos desde a infância.
Trabalhando o Ego, o meu próprio Ego responderia.
Mas como fazer isso?
Não é apenas uma questão de vaidade.
É antes disso uma questão de sobrevivência.
Refletir e perceber este jogo são o início do processo, me responde Brisa.
Quem sabe o que virá depois disso... Questiona-se o Ego.
Tudo o que sei agora é que é preciso estar consciente para perceber a realidade, e estou em pleno processo de conquista de minha consciencia.
O processo que advem da conquista da consciencia, se libertario ou não, são cenas para um próximo capítulo.

Volto algo mais em minhas reflexões e puxo o fio da postagem anterior.
O "dar a outra face".
Compreendi que todas as escrituras, desde a bíblia até a este blog, estão sujeitas à interpretação de quem os lê.
Impossível compreender todas as nuances e a situação dos protagonistas a partir da simples observação da personalidade que somos.
Descrevi uma experiência bastante real, para mim, em uma das minhas postagens aqui e fui surpreendida pela análise que uma amiga fez do fato. Surpreendida porque ela notou nuances, que eu própria não havia notado, muitas das quais eram baseadas nas experiências dela, não nas minhas.
Era a minha história, mas quando ela leu, esta história já não era minha, era dela! Rssss
De tudo isso concluo, não há conclusão para as experiências Cristicas enquanto não estivermos de fato conectados e despertos na totalidade de Deus.
Mas de minha humilde ignorância, descobri que JC também não queria ficar com dois olhos roxos, mas sim induzir reflexões em seus agressores.
Estou certa de que este propósito (o da reflexão) foi muito bem atingido e foi muito mais poderoso que um olho roxo.
Bater, qualquer um bate.
Levar a refletir sobre ações já consolidades e transformar estas atitudes em algom melhor é outra história...
Mas esta conclusão foi baseada em minhas próprias vivências, a partir da personalidade que sou, rsss...

Tem mais!
Descobri por fim, com todas as células do meu corpo que o Ego é um instrumento do Eu Superior.
Ok, isso era óbvio?
Era o que eu achava até então...
Só para dar um breve gostinho:
A partir desta conclusão, descobri que o Eu Superior não é Perfeito!
Ele precisa do Ego para visualizar-se como em um espelho e assim progredir.
Alguém lembrou de Neo entrando na Matrix pelo espelho?
Pois é...

Descobri que Deus também não é Perfeito!
(Parece que um dos meus leitores caiu da cadeira e outra está me xingando...).
Já chego lá...
Descobri que sem os Desejos, esses sobre os quais reflito e que trabalhamos tanto, não há Evolução...
Que a Evolução só é possível quando existe Imperfeição.
Está caindo a ficha?
Só existe trabalho e aperfeiçoamento quando ainda é possível melhorar algo.
A perfeição é algo estático, morto.

Tem gente arrastando a canequinha nas grades.
Só um lembrete, o carcereiro também está preso!
E será que existe canequinha?

E viva a Divida Imperfeição que é a Divina Perfeição!

Psiu... Só para lembrar... Você É muito mais do que Prisioneiro e Carcerero.
Ninguém é título, tudo é passageiro até o motorista e o cobrador!

Carinho, Luz, Integração e Reflexão,
Ego e Mestra Brisa
Mais juntos do que nunca!
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