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quarta-feira, 18 de março de 2009

A Voadora e o Marajá

Passei um longo tempo sem deixar minhas marquinhas neste blog...
Muitas coisas aconteceram durantes estes três meses e entre outras coisas foi sugerido que eu esperasse um pouco para escrever e assim sedimentasse antes minhas novas experiências.
Quem sugeriu? Asthar Sheran.
Sim... Muita coisa aconteceu.
Sobre algumas coisas que eu acreditava sem acreditar... Hoje acredito acreditando!
Como diria uma amiga gaúcha: "me caíram os butiás do bolso", rsss
Para mim agora Asthar Sheran é real, e bem real.
Meu amigo e Mestre.
Teria mil segredinhos a te contar hoje além deste, mas como não há tempo para tudo selecionei um sonho lúcido que tive esta semana e que fez "meus butiás caírem do bolso" outra vez!

Na noite anterior havia assistido a um documentário sobre jovens ingleses que haviam feito a experiência de viver um período nas condições dos indianos trabalhadores em confecções.
O choque de culturas foi inevitável e chocante visto que as condições de trabalho na Índia estão muito longe das conquistas trabalhistas européias.
Fui dormir.
Então eu estava naquele estágio em que o despertador já tocou, mas você ainda não conseguiu abrir os olhos, sabe?
Sonhei que havia embarcado na mesma experiência daqueles jovens, mas fui além, comecei a conversar com uma trabalhadora indiana sobre sua lastimável "qualidade" de vida.
Esta indiana me perguntou o que poderia fazer para mudar aquela situação, já que mais do que lutar para melhorar sua situação sua luta era por sobrevivência.
Subitamente então, fui levada à presença de um homem muito rico e poderoso.
Pela suntuosidade de sua residência e de suas roupas, arrisco dizer que era um marajá.
Fui muito bem recebida, como uma estudante estrangeira em busca de compreensão e sabedoria.
Nossa diferença social, contudo se tornava ainda mais evidente por um certo ar de superioridade na forma como aquele senhor se posicionava ante meu olhar.
Questionei-lhe então sobre as condições de vida tão contraditórias entre os indianos.
Ele me respondeu que tudo se devia à lei do Karma, que nós ocidentais não compreendíamos de fato e também não respeitamos.
Pedi então para que uma jovem empregada se aproximasse a nós.
Pedi ao marajá que olhasse nos olhos da moça e me contasse o que ele via.
Ele ficou um pouco confuso, mas atendeu ao meu pedido.
Como ele não estava entendendo, eu lhe disse que esquecesse tudo o que já houvesse lido ou escutado sobre filosofia e religiões, simplesmente olhasse dentro daqueles olhos e me contasse o que havia neles.
Após um período de observação o marajá respondeu:
- Vejo a mim mesmo refletido nestes olhos.
- Ótimo – respondi satisfeita. - Continue, você está se vendo apenas fisicamente ou emocionalmente também? Preste atenção. Veja o que há dentro destes olhos.
O marajá atendeu a meu pedido e seguiu sem desviar sua atenção dos olhos da moça até que subitamente seu semblante mudou.
Ele apenas sorriu, mas com o rosto iluminado, como se houvesse descoberto um imenso tesouro.
Enquanto ele ainda admirava aquela visão lhe perguntei:
- Quem é você?
Espantado e maravilhado o marajá virou-se me reverenciou.
Disse então:
- Muito obrigado por compartilhar comigo tão grande mistério.
- Quando revelei este tesouro a você, o estava também revelando a mim mesma. – Lhe respondi.
Reverenciei então ao marajá e despertei.
Duas vezes.

Namastê.


Nada mais a ser dito Voadora.
Escreva agora como Mestra Brisa.
Amor e Luz.

Namastê!


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